Declus

Tentando tapar os buracos na minha cabeça...
Mostrando postagens com marcador desejo e contemplação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desejo e contemplação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, julho 03, 2025

📌 Post Extra — O Amor Que Não Quer Pra Si: Gatos, Tatuagens e Cafés que Nunca Acontecem

🫣 “Não é porque eu não tenho que eu não amo.

Talvez eu ame justamente por isso.”


Tem gente que só ama o que pode guardar.
O que pode levar pra casa, colocar nome, marcar na pele.
📎 Mas há um outro tipo de amor —
mais silencioso, mais leve,
e, de certa forma, mais livre.

O amor que não quer pra si.


🐈 Gosto de gatos — mas não tenho

Aprecio a elegância felina.
A independência.
Aquele olhar de quem nos tolera com certo charme.
Mas nunca quis um em casa.

📎 Talvez porque sei que amar é, às vezes,
deixar que algo exista sem precisar caber na sua rotina.


🎨 Amo tatuagens — mas nunca fiz

Já admirei muitas.
Já pensei em frases, desenhos, símbolos.
Já quase fui.
Mas nunca marquei.

📎 Talvez porque, pra mim,
a tatuagem mais bonita é aquela que existe nos outros.

Que vive sem se tornar cicatriz minha.
Que encanta sem precisar ser eterna na minha pele.


☕ Já pensei em cafés que nunca aconteceram

Conversas imaginadas.
Encontros que ficaram só na ideia.
Pessoas com quem troquei olhares mas não palavras.

📎 E sabe de uma coisa?
Tudo bem.
Alguns cafés funcionam melhor no plano do talvez.


💭 Esse amor não possui — contempla

📎 Schopenhauer dizia que o desejo é sofrimento até ser satisfeito.
E depois disso, vira tédio.

📎 Roland Barthes via o amor como um campo de ausências —
um discurso que se sustenta no vazio.

📎 Pascal Bruckner alertava para o vício moderno do prazer constante —
como se amar fosse sempre ter, gozar, manter, garantir.

📎 E o budismo, com sua elegância antiga,
só diz:
o apego é a raiz do sofrimento.


🧘‍♂️ Amar sem querer pra si é quase um exercício espiritual

É dizer:
“Eu gosto disso. Mas não preciso disso.”

É admirar sem capturar.
É sentir sem prender.
É ser tocado por algo que permanece, justamente, intocado.


🌫️ E se a gente romantizasse menos a posse,
e mais o mistério?

📎 E se amar fosse mais sobre permitir que algo exista,
do que sobre garantir que ele nunca escape?

📎 E se o que mais nos encanta em certas coisas
é saber que elas não nos pertencem —
e nem precisam?


🖋️ Não tenho gato.
Não tenho tatuagem.
Não tomei certos cafés.

📎 Mas guardo tudo isso comigo —
como quem guarda o som de uma música que não sabe tocar,
mas que vive assobiando por dentro.

🏛️ Pátria Amada, Servidores Públicos: Entre o Abismo da Aparelhagem e a Resistência Institucional

Epígrafe: "O Estado não pertence aos governantes de plantão; pertence ao povo. E a estabilidade do servidor público é a última linha d...