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Tentando tapar os buracos na minha cabeça...
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quinta-feira, novembro 27, 2025

🚀 A Síndrome da Largada (Por Que o Sabor da Ansiedade é Mais Forte que o Sabor da Espera)

 
Epígrafe: "O medo não é de falhar. O medo é de descobrir que o fim da espera não nos trouxe a paz, mas sim a necessidade de agir."

O Paradoxal Medo do "Sim"

Há momentos em nossas vidas que são construídos sobre anos de espera. Aquele edital que saiu depois de uma década, o "sim" da crush para o encontro decisivo, a convocação para a entrevista de emprego dos sonhos. E até mesmo aquele jogo do time do coração (tá, esse aqui causa bem menos estresse hehe)

Nós passamos meses, ou até anos, gerenciando a ansiedade da ausência. Mas, de forma bizarra, o momento em que a oportunidade finalmente se materializa — quando o edital é publicado, o ingresso é comprado ou o contrato está na mesa — a ansiedade explode.

Por quê? Porque a espera é passiva. A Largada é ativa e exige responsabilidade. Todo o peso da expectativa, que antes estava diluído no tempo, agora se concentra no "aqui e agora," ameaçando nos paralisar.

O Peso Invisível da Expectativa

O nervosismo diante de um grande evento não é um sinal de fraqueza; é um sinal de que você se importa profundamente com o resultado.

Afinal, você não está apenas enfrentando uma prova ou um encontro. Você está carregando a soma de todo o tempo investido e a projeção de todo o futuro desejado.

Nesse momento, a mente se torna traiçoeira. Ela tenta nos convencer de que é melhor não tentar a todo custo, para que a fantasia da possibilidade permaneça intacta. Se não fizermos a prova, o sonho de passar ainda existe. Se não formos ao encontro, a chance de um "sim" ainda está lá. A inação se torna uma autodefesa covarde contra o risco da rejeição ou do fracasso.

A Filosofia do "Só Vai e Faz"

O antídoto para a ansiedade da Largada não é a reflexão; é o movimento. É o simples princípio estoico: você controla o seu esforço, e nada mais.

O foco deve mudar radicalmente:

  • Do Fim para o Meio: Pare de focar no resultado (a posse, o casamento, o título) e concentre-se na próxima hora. Foque naquilo que está sob o seu controle imediato: o capítulo que você vai revisar, a pergunta que você vai fazer na entrevista, a calma da sua respiração.

  • A Ação é o Silenciador: O medo existe na ausência de ação. A única forma de silenciar a voz do pânico é inundá-la com a tarefa a ser executada. Vá e faça. O valor da sua jornada está no esforço empreendido, não no placar final.

O Recomeço e a Natureza do Rio

E se não der certo? E se a prova for difícil, o encontro for ruim, ou o seu time não levar o troféu?

Nós temos que encarar uma verdade inegável: a vida é isso.

Se o resultado não vier agora, você tem que tentar de novo. Lembre-se do Rio de Heráclito: tudo flui. A falha de hoje é apenas a água que passou; ela te deixou mais forte e mais experiente para a próxima correnteza.

O fracasso não é a conclusão da sua história; é apenas um ponto no processo. A única maneira de falhar de verdade é recusar-se a tentar de novo, é deixar que a ansiedade vença o seu impulso de viver.

Portanto, respire fundo. O momento que você esperou chegou. Não importa o peso que ele carrega. Você tem que ir e fazer. O esforço, por si só, já é a sua primeira grande vitória.

domingo, novembro 09, 2025

🕯️ O Propósito Glorioso (Ou: A Beleza de Simplesmente Ficar)

Epígrafe: "Alguns de nós não vieram para dominar reinos — vieram só para continuar, um dia de cada vez."

A Jornada de Loki e a Virada do Destino

Uma das melhores séries do universo Marvel é, sem dúvida, Loki.

Não só pela estética ou pelo humor, mas por uma coisa que me pegou desde o início: a busca incessante do protagonista por um propósito glorioso.

No começo, ele quer dominar Asgard, o mundo, o tempo, a própria existência — um objetivo de ego gigantesco. Mas ao longo da série — e aqui vai o SPOILER — ele descobre que seu verdadeiro propósito glorioso é bem diferente: se sacrificar para proteger todas as realidades possíveis, garantindo a existência de tudo que é.

É uma das viradas mais belas que já vi numa obra de ficção.

Porque, no fundo, é sobre isso que a gente vive tentando entender: por que continuar? Qual é o sentido de tudo isso? E, sim, eu sei. É "só uma série". Mas às vezes a ficção acerta mais fundo que qualquer manual de autoajuda.

A Teimosia do Próximo Capítulo

Vira e mexe, alguém vem falar comigo sobre desistir. Não sei por quê. Talvez eu pareça confiável, ou talvez seja só porque eu não finjo que tenho as respostas.

A verdade é que eu também já pensei nisso — várias vezes. Mas fiquei.

Porque, no fim, o que me mantém não é um propósito grandioso e iluminado. É só a vontade teimosa de entender o próximo capítulo.

O mundo não nos valoriza. Na maior parte do tempo, ele nem percebe que existimos. Mas, de vez em quando, alguém cruza o seu caminho, manda uma mensagem, pergunta se você está bem — e, por um instante, você percebe que estar aqui ainda importa.

O Propósito Descomplicado

Não sou coach, nem otimista profissional. Sou só alguém que acredita que andar mais um pouco é sempre melhor que parar. Mesmo que o passo seguinte não tenha destino certo.

Se você ainda não encontrou o seu "caminho" ou o seu propósito de vida, tudo bem.

Talvez ele nem exista como uma estrada pronta e sinalizada. Talvez o propósito glorioso real seja simplesmente não desistir de procurar. Porque às vezes, só estar vivo, presente, e disposto a ouvir alguém, já é o suficiente para manter um pequeno e essencial pedaço do mundo funcionando.

Eu continuo por isso. Por mim, pelos que vieram antes, e pelos que ainda precisam de alguém que apenas ouça e permaneça.

Viver vale a pena. E já que estou aqui, vou ficar até o final.

Não sairei por conta própria. Se quiserem, que me tirem do palco.

sábado, setembro 20, 2025

🏃‍♂️ Post Extra — O Quarto Lugar

 
📌 Epígrafe

“Nem sempre é sobre subir no pódio. Às vezes, é sobre não desistir da corrida.”


Toda vez que assisto a uma competição que termina em pódio, minha atenção vai direto para o quarto lugar. Talvez seja o coração de concurseiro falando: sempre buscando a vaga, sempre tentando ficar entre os que “entram”.

Mas pensa comigo: esse atleta treinou tanto quanto os medalhistas, deu o mesmo suor, suportou as mesmas dores, enfrentou as mesmas renúncias. E, no final, ficou a centímetros — ou segundos — de ser lembrado.

É duro. A maioria dos esportes só celebra os três primeiros. Do quarto em diante, a narrativa vira silêncio. E esse silêncio dói.

Ainda assim, gosto de imaginar que, para alguns desses “quartos colocados”, o resultado seja motivo de orgulho. Que, mesmo com tudo contra, eles pensem: “Nossa, cheguei até aqui.” Porque, no fim das contas, a linha de chegada não conta apenas a posição: ela conta também a história de cada um que correu.

E não é isso a vida? Nem sempre conseguimos a vaga, o troféu, a medalha. Às vezes ficamos ali, no quase. E isso pode ser devastador… ou pode ser combustível. Depende de como escolhemos olhar.

Este texto é para você que já falhou, mas ainda pensa em tentar de novo. Para você que desistiu, mas sente a chama voltando. Para você que está cansado, mas ainda carrega no peito a lembrança de por que começou.

✨ A vida é feita de eternas tentativas. Não se mede só pelo ouro, prata ou bronze. Se mede também por cada recomeço, cada insistência, cada chegada — mesmo que seja em quarto lugar.

📌 Pensamento Final
As corridas de rua entenderam bem isso: no pódio só sobem três, mas todos que cruzam a linha recebem uma medalha. Não é pelo “o importante é participar”. É pelo “nós reconhecemos o quanto você lutou para chegar até aqui — e isso também merece ser celebrado”.

Então siga. Continue lutando.
O quarto lugar também é vitória.

🕰️ O Sussurro das 3:33: Por que paramos de esperar?

  Epígrafe: "Prescinde o dia da conversa da espera de algo melhor" Existem momentos em que a nossa mente parece cansada da nossa ...